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Histórias de Livros

"Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro." Carlos Ruiz Zafón

"Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro." Carlos Ruiz Zafón

Histórias de Livros

15
Abr21

Contra mim por Valter Hugo Mãe

Como é que um livro, que apenas é uma autobiografia relativa à infância e adolescência de um qualquer ser humano pode ser uma maravilhosa leitura?

Quando o ser humano que o escreve, tem em si o dom da palavra e de as tornar numa sinfonia para os nossos olhos. 

Gosto muito dos livros de Valter Hugo Mãe, muitas vezes nem tanto pela história que neles descreve, mas pela forma bonita como as canta em palavras. 

Neste livro, o autor leva-nos até à sua infância em Paços de Ferreira, depois em Caxinas e, mais tarde, a entrada na puberdade.

Não sendo eu rapaz, não tendo alguma vez estado em Paços de Ferreira ou Caxinas e, muito menos, nos anos que o autor descreve, deixei-me envolver por cada página e facilmente li do princípio ao fim. É que, por muitas diferenças que existam entre mim e o que VHM descreve, há detalhes na humanidade, naquilo que é o amor, a ternura, aquilo que são os medos de crescer, que são transversais a tudo o resto. 

"Não entender é também fundamental para a paixão."

11
Out18

A desumanização

Valter Hugo Mãe, um nome que de início me causou estranheza, mas, e depois? Que detalhe mais tosco para dar início à conversa. A sua escrita traz algo de novo à literatura. 

Julgo que o primeiro livro deste autor com o qual me deparei foi A Máquina de Fazer Espanhóis. Foi estranho. A ausência de maiúsculas, o tipo de discurso, mas há algo de encantador naquilo que nos conta.

Neste desumanização, traz-nos uma história com a Islândia como pano de fundo. Pode-se começar por aqui e com a vontade que fica de conhecer os fiordes depois de lermos este livro. Apresenta-nos a ideia da perda de alguém que contribui para aquilo que somos, a forma como alguém lida com isso e os que o rodeiam. Como a visão do mundo altera. Conta uma história que provavelmente é a de tantas meninas, que perdidas por aí encontram refúgio em algo que nem se lhes parecia bem antes de sofrerem uma transformação. Às vezes, não percebemos como alguém é capaz de fazer certas coisas, chegar onde chega, cair tão fundo... e Valter Hugo Mãe, retrata esse pormenor com enorme capacidade. 

A escrita de VHM é sem dúvida especial, diferente, mas a emoção com que preenche as palavras torna-a apetecível, sem se tornar exaustivo nos pormenores e sem se perder em descrições. 

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