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Histórias de Livros

"Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro." Carlos Ruiz Zafón

"Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro." Carlos Ruiz Zafón

Histórias de Livros

20
Set22

Utopia for Realists: How We Can Build the Ideal World por Rutger Bregman

Este foi uma sugestão que encontrei, por acaso, no facebook. Rutger Bregman é um jornalista holandês (ainda se diz holandês? Dos Países Baixos?) que nos traz uma perspetiva interessante sobre salários, horários de trabalho, entre outros temas, apresentando vários exemplos do passado. Trabalhar muitas horas, ser penalizado por escolhas e erros, ou o Estado servir como apoio para incentivar o crescimento pessoal? Recentemente o instagram da @coconafralda encheu-se com testemunhos de pessoas pressionadas a trabalhar horas extra, a não tirar férias, a viver para o trabalho. Será que este é o caminho mais produtivo? Porque no fundo, a produtividade não é o que nos beneficia a todos, entidade patronal e individuo?

14
Set22

O Pântano da Meia-Noite por Nora Roberts

Faz-me sempre muita confusão quando alguém diz que não gosta de uma categoria. Não gosto de pizza. Mas há tantas, é o conceito? Não gostam de pão com coisas em cima? Uma coisa é não gostar de ananás, presunto, natas, alguns dos ingredientes, agora o conceito em si? Não há uma pizza que gostem? Não gosto de cinema. Mas quê, sentar e ficar calado a ouvir e ver uma história? É que há filmes de terror, romance, drama, documentários, musicais, misturados. E o mesmo para ler. Por isso, quem não gosta de ler, é o silêncio da leitura que os incomoda, o estar parado, ou simplesmente ainda não encontraram a história, a escrita que vos cativa?

Hoje decidi voltar atrás e repescar os livros que me cativaram na adolescência, muito por influência familiar. Entretanto, mudei um pouco os meus gostos, mas o prazer de ler, até à data manteve-se. 

06
Set22

The Seven Husbands of Evelyn Hugo por Taylor Jenkins Reid

Já este ano tinha lido Daisy Jones& The Six desta autora e, como correu bem, quis voltar à sua escrita durante o verão, experimentando este Os Sete Maridos de Evelyn Hugo. 

De início pareceu-me que a história estava demasiado lançada no politicamente correto, no entanto, tive a agradável surpresa ao continuar e terminar este livro, de me emocionar algumas vezes com a Evelyn. Sinto que a certo ponto, a narrativa se tornou mais original e honesta e, isso vez valer a pena. Acho que a ideia de que só amamos uma pessoa ao longo da vida é muito conto de fadas e, até limitante. O amor tem muitas formas. 

Deixo um pequeno excerto com o qual me identifiquei:

"Or maybe Robert merely stumbled into something that worked for him, unsure what he wanted until he had it. Some people are lucky like that. Me, I've always gone after what I wanted with everything in me."*

 

*Está apenas em inglês porque foi esta a versão que li. Qualquer coisa, arranja-se uma tradução. 

 

25
Ago22

Em que livro gostarias de viver?

Muitos estão de férias (infelizmente, já não é o meu caso) e ter tempo, pode servir também para sonhar e divagar. 

Se pudessem escolher um livro no qual pudessem viver, qual seria?

Um Harry Potter cheio de magia? Um romance? Confesso que para escolher, por medo, a pessoa prefere uma história exótica onde pouco acontece e todos acabam bem, mas o que seria da vida sem adversidade?! Por isso arriscava-me no romântico, mas obscuro mundo que A Sombra do Vento oferece e ia de bom grado conhecer o Cemitério dos Livros esquecidos. =D 

16
Ago22

Os Versículos Satânicos por Salman Rushdie

Este é o primeiro livro que aqui trago que ainda não li. Infelizmente, o modo como cheguei até ele, fez-me querer trazê-lo mais cedo. 

A verdade é que desconhecia Salman Rushdie, não fosse a tragédia que sucedeu recentemente. Como já se calculava, a tragédia fez disparar a curiosidade com o livro, que voltou aos tops de venda anos depois da sua primeira edição. 

Os Versículos Satânicos são uma obra de ficção, descrita como uma luta entre o Bem e o Mal. Que alguém seja esfaqueado por algo que escreveu, que uma Nação defenda o ato, embora negue qualquer ligação, são motivos para nos fazerem a todos pensar. 

Leiam-se este e outros livros e que se aprenda a usar as palavras, ao invés de ações que destroem a vida de todos os envolvidos. 

20
Mai22

Quanto vale um livro?

Do ponto de vista artístico e emocional, pode-se dizer que um livro não terá valor. É algo etéreo, que se aprecia a um nível que materialmente não se compra. 

No entanto, vivemos num mundo em que a moeda de troca é dinheiro e os livros têm um valor monetário. Tendo estado recentemente a viver entre dois países, foi impossível não notar que em Portugal os livros, sejam físicos ou até mesmo ebooks, são mais caros que em muitos outros países. 

É óbvio que para os livros nos chegarem, existe todo um grupo de pessoas por detrás que têm e devem ser remuneradas. No entanto, ainda aqui há tempos, falavam-se dos números desanimadores da leitura em Portugal. Assim sendo, não seria caso para nos preocuparmos e tentarmos evitar também aqui subidas de preços? Muito pelo contrário, tentar tornar os livros mais acessíveis?

Como cheguei a falar anteriormente, o preço dum livro não deverá ser motivo para que alguém não leia, já que existem promoções e bibliotecas. Contudo, tenho recentemente pensado no que levará a esta diferença. 

Porque são os livros mais caros em Portugal? (talvez inocência minha em perguntar)

De acordo com esta notícia da Rádio Renascença, o preço médio de um livro de não ficção ronda os 16,29€, já os de ficção rondam os 15,24€. Segundo a mesma notícia, a compra de livros em Portugal tem vindo a crescer, o que é ótimo, mas e se os preços fossem mais baixos? 

Que opções temos para rentabilizar a nossa aquisição de livros?

  • Bibliotecas (públicas e pessoais), sempre uma excelente forma de ler sem ter de gastar 1 cêntimo;
  • Livros em inglês  - sim, normalmente são mais baratos que em português, por isso, pode ser um bom incentivo para aprender a língua ou então aperfeiçoá-la;
  • E-books - sempre ficam mais em conta, embora muitos acabem por ter preços semelhantes às versões físicas (no que se baseiam para estes casos, tendo em conta que se salta a impressão?)
  • Aproveitar todas as promoções que surjam, cartões clientes;
  • Encomendar fora de Portugal, poderá também ser uma opção mais rentável para quem quiser encomendar mais do que 1 livro, visto que provavelmente acrescerão portes;
  • Livros em segunda mão - porque não? Vi recentemente que um conjunto de livrarias em Portugal se juntaram para criar uma loja online, onde é possível encontrar algumas pechinchas e apoiar comércio local; 

Que outras opções existem para o livrólico comum? Ideias aceitam-se. =) 

23
Abr22

Que livro se dá à re-leitura?

Nunca li o mesmo livro duas vezes. No entanto, também tinha esse hábito com os filmes (não repetir), mas ultimamente sabe-me bem revisitar histórias que me marcaram. É engraçado, como uma segunda ou até mais visão, nos permitem descobrir sempre algo novo e, por outro lado, perceber como o nosso sentimento em relação a certas coisas pode mudar.

Dei por mim a pensar nesta prática em relação aos livros. Um livro é algo que requer mais tempo e atenção para ser apreciado. Talvez, por isso, nunca me tenha aventura numa repetição, mas sei que muitas pessoas o fazem. Como é que se adia uma história nova para revisitar uma antiga, no contexto dos livros? Quem o faz frequentemente? Que histórias é que mais propiciam esta prática?

 

Curiosidades. 

 

 

17
Out18

A Princesa de Gelo de Camilla Lackberg

Tudo começou com A Princesa de Gelo. Nunca tinha lido nada desta autora, nem de um autor sueco para dizer a verdade. Foi-me apresentado por acaso, quando me cruzei com ele numa feira do livro e a minha prima já o tinha em casa. 

Este é o primeiro de uma saga que irá manter-se fiel à sua receita original, misturando um clima familar com mistério e crime.

Não se tratando de um Stieg Larsson (o que pode ser bom para muita gente), aborda também várias questões políticas, raciais, com que também os suecos se deparam, como acontece em tantas outras partes do mundo. 

Normalmente surge um livro por ano.

12
Set18

A regra dos 5 segundos por Mel Robbins

Talvez por imaturidade, ignorância ou simples desconhecimento a secção dos livros de auto-ajuda é sempre aquela que eu salto. "Como perder peso em 20 dias? Como atingir o orgasmo? Como dominar as posições de ioga? Como fritar um ovo sem ovo?". Este género de títulos é para mim o sinónimo da secção de auto-ajuda. No entanto, tendo surgido em conversa um livro sobre como mudar a nossa vida em 5 segundos, que veio com recomendação, não posso deixar de assumir que fiquei curiosa. 

A autora trata-se de uma espécie de guru americana, que aos 40 conseguiu dar a volta à sua vida, que não estava lá muito bem económica e socialmente, graças a uma mudança de atitude em 5 segundos. O livro retrata a sua experiência e a de muitas outras pessoas, que entretanto ao ouvirem as suas TEDtalks, também conseguiram mudar alguma coisa. 

Pessoalmente, não me tornei fã do género, mas admito que poderá ser interessante dar uma espreitadela nesta secção. Creio que boa parte deles encerra ideias que todos nós já ouvimos e conhecemos, mas que se calhar é sempre boa reafirmar.

ps. Nem uma única vez fui capaz de pôr em prática os conselhos que a senhora dá ao longo do livro, no entanto, quem sabe se não houve qualquer coisa que tenha ficado e possa influenciar a minha maneira de estar na vida?

15
Jun18

Carlos Ruiz Zafón e o Cemitério dos livros esquecidos

São quatros livros. Quatro histórias relacionadas, mas que podem ser lidas individualmente. A sombra do vento, O jogo do anjo, O prisioneiro do céu e O Labirinto dos Espíritos. Porque sou uma alma atormentada e tenho um leve transtorno obsessivo-compulsivo, tive de seguir a ordem que indiquei, a ordem pela qual eles foram surgindo. Comecei no ano passado e terminei este ano. Gosto de deixar as histórias respirarem e ver como o mesmo autor me faz sentir passado algum tempo. Ainda me surpreende? Ainda me capta a atenção ou perdi o interesse? 

Tomei conhecimento deste autor por um amigo no Goodreads. Julgo que ele já ia no terceiro e o título chamou-me à atenção. Mais ainda quando li a sinopse. Confesso que quando as coisas me parecem ter muita mística à mistura fico um pouco de pé atrás, mas resolvi arriscar. 

A sombra do vento foi uma leitura arrebatadora. São histórias de amor que se vivem nestas páginas dos quatro livros, mas o enredo criado à sua volta, o contexto histórico e os surpreendentes rumos e desfechos de cada personagem, a forma como tudo se enquadra e faz sentido no final, aliados a uma escrita leve e bonita e à forma surpreendente como Zafón cria quatro histórias independentes que se entrelaçam e encontram a certo ponto, torna a sua leitura uma viagem maravilhosa. 

Foi uma ótima experiência e, sim, é de facto possível ler apenas um dos livros e perceber. Cada um tem princípio, meio e fim. É possível também ler aleatoriamente, mas pessoalmente acho que o enredo ganha uma maior dimensão quando lidos como se de uma sequência se tratasse, a sequência que o autor escolheu para nos dar a conhecer cada pormenor no tempo que considera certo.

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