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Histórias de Livros

"Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro." Carlos Ruiz Zafón

"Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro." Carlos Ruiz Zafón

Histórias de Livros

01
Set22

A Mulher que Correu Atrás do Vento por João Tordo

Chegou Setembro. O fim do verão está a porta e o cheiro a castanha assada no ar aproxima-se. 

Numa matrioska de histórias sobre pessoas e tempos diferentes, João Tordo cria uma narrativa interessante e diferente das histórias que tinha escrito até então. O tempo passa e trás algo de novo com ele, no entanto, há muitas questões que nos ligam ao que ficou lá atrás. 

01
Jun22

O Bom Inverno por João Tordo

Sim, eu sei que João Tordo lançou recentemente um novo livro, mas quem me for seguindo por aqui, já poderá saber, ou irá aperceber-se, que gosto de fugir à evolução cronológica imposta e seguir antes a forma como ela ocorre para mim. 

Já aqui falei de como cheguei à escrita de João Tordo e este O Bom Inverno foi um dos que se seguiu, sendo que João Tordo começou a aproximar-se da escrita de suspense. Aqui, fui transportada até à Hungria e, mais tarde a Itália. Foi uma viagem curta, que se fez de forma leve e valeu a pena. 

11
Mar22

O primo Basílio por Eça de Queirós

Um dos clássicos da literatura portuguesa, com o qual só me deparei já na minha fase adulta. 

Este livro marcou-me intensamente e, anos depois de o ter lido, ainda recordo alguns dos momentos nele descritos. Creio ser um texto fascinante, que apesar da distância temporal, tem algo de muito atual nos seus personagens. 

Engraçado que pesquisei um pouco sobre a análise da obra, antes de escrever esta publicação e a visão que eu tenho da história e da sua personagem principal é razoavelmente diferente, não sendo para mim, Luísa a burguesa fútil que se condena à ruína com os seus atos, mas uma mulher cuja falta de opções e motivações a conduzem a um erro, quando surge o primo Basílio, o típico egoísta bon vivant

Na minha opinião, talvez pouco popular, mais interessante que Os Maias.

11
Fev22

Princípio de Karenina por Afonso Cruz

O primeiro livro de Afonso Cruz de que ouvi falar e, obviamente que, com este título me despertou a curiosidade. 

Já aqui falei do único outro livro deste autor que li, portanto, não comecei pelo início, no entanto, como no meu círculo de leitura tenho alguns fãs de Afonso Cruz, acabei por aqui chegar. Só que este Princípio de Karenina deu-me um murro no estômago de tal forma, que algum tempo depois de terminar a leitura, ainda me mói e não sei se conseguirei voltar a ler algo deste autor tão cedo. 

04
Fev22

Balada para Sophie por Filipe Melo e Juan Cavia

Queria ter lido este livro há tanto, mas tanto tempo. Assim que saiu e ouvi falar dele, fiquei bastante curiosa e, depois, as várias críticas que recebeu, incluindo de conhecidos, foram alimentando ao longo do tempo essa vontade. Havia só um pequeno problema entre nós: o seu valor. Não é fácil apostar assim as moeditas que compravam 2 ou 3, em apenas 1, que nem sabemos se valerá a pena ou não. Nem sou muito de novelas gráficas, mas um presente de aniversário veio permitir a nossa união e, no final, fiquei feliz. As ilustrações são incríveis e tornam-no um encanto para qualquer leitor. 

15
Abr21

Contra mim por Valter Hugo Mãe

Como é que um livro, que apenas é uma autobiografia relativa à infância e adolescência de um qualquer ser humano pode ser uma maravilhosa leitura?

Quando o ser humano que o escreve, tem em si o dom da palavra e de as tornar numa sinfonia para os nossos olhos. 

Gosto muito dos livros de Valter Hugo Mãe, muitas vezes nem tanto pela história que neles descreve, mas pela forma bonita como as canta em palavras. 

Neste livro, o autor leva-nos até à sua infância em Paços de Ferreira, depois em Caxinas e, mais tarde, a entrada na puberdade.

Não sendo eu rapaz, não tendo alguma vez estado em Paços de Ferreira ou Caxinas e, muito menos, nos anos que o autor descreve, deixei-me envolver por cada página e facilmente li do princípio ao fim. É que, por muitas diferenças que existam entre mim e o que VHM descreve, há detalhes na humanidade, naquilo que é o amor, a ternura, aquilo que são os medos de crescer, que são transversais a tudo o resto. 

"Não entender é também fundamental para a paixão."

21
Ago20

Eliete por Dulce Maria Cardoso

O que posso dizer sobre este livro? 

Eliete podia ser a nossa mãe, a nossa tia, a nossa vizinha. Eliete somos todos nós (desculpem, entusiasmei-me). Só que é um pouco isso, sinto que é daqueles livros em que é muito fácil rever-nos nos personagens e nas suas vidas. A crescente presença das redes sociais nas nossas vidas, a incapacidade de sabermos comunicar com as pessoas do nosso dia-a-dia, que amamos, com quem devia ser fácil; a procura por algo que cubra essa greta...

Gostei muito e é sempre ótimo quando descobrimos um autor novo. É como se abríssemos uma porta para um novo mundo de oportunidades de leitura. 

 

 

11
Mai20

Flores por Afonso Cruz

Primeiro livro que li deste autor. Tinha bastante curiosidade, porque tinha ouvido muitas opiniões positivas. Foi uma experiência estranha. De início estranhei a escrita do autor. Bonita, é verdade, mas demasiado musical para mim. 

No fim, acho que me habituei e encontrei algum sentido. Fez-me sentido e gostei. Não foi daquelas histórias que fica connosco, como me aconteceu, por exemplo, com Eliete ou A Desumanização, de outros autores, mas o suficiente para despertar curiosidade e ler mais um. 

27
Dez19

A Morgadinha dos Canaviais por Júlio Dinis

Desde de pequena que me lembro do meu pai falar n' As pupilas do senhor reitor e n'A Morgadinha dos canaviais. Sempre tive curiosidade em saber do que tratavam estas histórias, clássicos da literatura portuguesa, mas a verdade é que só aos 26 anos é que calhou finalmente ter encontro com uma das suas obras. 

Há uma grande tendência para ligarmos apenas às novidades, mas de vez em quando gosto de quebrá-la e, sabe bem ler outras palavras, temas e tempos. O que mais acho graça é que, na sua maioria, estes clássicos acabam por ter um grande cunho atual, que não deixa de ser fascinante e muito diz sobre o ser humano e a sua evolução. Não é, por isso, de estranhar o tempo que demora a conseguir mudar ideologias e tradições. 

Ainda que não seja de todo o melhor livro que li, não deixa de ser um pitoresco clássico com uma grande semelhança aos tempos modernos no que toca à política, com personagens características e engraçadas, que de certa forma me fez lembrar certos jeitos e tradições das minhas avós e foi, por isso, bastante agradável de ler. Acaba por ter o seu toque de romance básico, nunca se tornando demasiado exaustivo em descrições ou pormenores. 

 

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