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Histórias de Livros

"Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro." Carlos Ruiz Zafón

"Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro." Carlos Ruiz Zafón

Histórias de Livros

13
Jan23

Harry Potter - after all this time

Devo ter visto o filme Harry Potter e a Pedra Filosofal quando tinha cerca de 8/9 anos.

A Câmara dos Segredos foi dos primeiros filmes que vi no cinema. 

Algures nesta altura, um dos livros foi-me oferecido, A Ordem da Fénix (sempre giro oferecer um livro do meio de uma saga) e nunca cheguei a lê-lo. Lembro-me de começar, mas não me estar a fazer sentido.

Sonhei com este mundo criado por J.K.Rowlling e cresci ao mesmo tempo que o Harry, a Hermione e o Ron. Identifiquei-me com as suas dores de crescimento, ao mesmo tempo que fui sonhando com a minha carta para Hogwarts. 

Quando o último livro saiu, lembro-me da grande ansiedade que muita gente sentia, mas pessoalmente, ao ver o último filme, haviam muitos detalhes que me escapavam. Tudo o que eu sabia e esperava, era o confronto final entre o Harry e Aquele-cujo-nome-não-deve-ser-pronunciado. Ainda assim, vi e lembro-me de ter gostado. Devia ter cerca de 18 anos. 

Desde então, foram várias as vezes que revi alguns dos filmes, aleatoriamente, sempre que passavam na televisão. Muita gente ficava surpreendia quando lhes dizia que nunca tinha lido os livros, já que gosto tanto de ler. A verdade é que sempre gostei de ler, mas na altura em que surgiu Harry Potter creio que não estava tão virada para aí e, depois, existindo os filmes, achei que não valia a pena. 

Passados 20 anos, decidi rever os filmes do princípio ao fim e fiquei encantada com a quantidade de ideias e referências que a minha imaturidade da altura não me permitiram alcançar, pelo que fiquei finalmente com vontade de ler os livros e ter todos os detalhes possíveis sobre este universo. Pensei para mim ''Fará sentido, depois destes anos todos?" E a resposta passou a ser: "sempre''. Fiquei imediatamente rendida com A Pedra Filosofal e a partir daí foi um crescendo. Tanta coisa que passou a fazer mais sentido, o mundo dos livros é bem mais rico que o dos filmes (é normal, senão teriam que fazer filmes de 5 horas). Por isso, a lição é que vale sempre a pena ler o livro, se sentirmos o chamamento e, independentemente da idade que tenhamos, Harry Potter é uma saga must read!

 

ps. A Ordem da Fénix foi o livro de que gostei menos, curiosidades da vida.  

04
Jan23

Mythos

por Stephen Fry

Este chegou-me às mãos por sugestão no blog da Rita da Nova. Confesso que de início estava um pouco receosa, nunca tinha lido algo sobre mitologia grega ou escrito pelo Stephen Fry e, embora sinta uma empatia pelo Stephen, que nem sei bem explicar e tenha interesse na mitologia, não sabia se ler um livro sobre tal iria correr bem. Contudo, ele foi tão bem sugerido, que não me importei de experimentar e o resultado foi ótimo. SF conta-nos uma história com puro entretenimento. Fiquei fã e estou pronta para ler o que quer que seja que este senhor escreva. 

 

 

30
Dez22

A Biblioteca dos Livros Proibidos

por Tom Pugh

Livros sobre livros. Sou muito fã (Cemitério dos Livros Esquecidos, aquele que está sempre guardado no coração). Cheguei a este A Biblioteca dos Livros Proibidos através de um desafio de leitura em que a categoria era exatamente ler um livro sobre livros. Haviam muitas referências a este, de Tom Pugh, então acabei por escolhê-lo, mas não foi uma viagem prazerosa. Queria muito ter gostado, até porque além de ser sobre livros, tem um contexto histórico que me pareceu também interessante, mas nunca o chegou a ser para mim... Mas a vida, das leituras é mesmo assim, se todos gostássemos do mesmo, o que seria do amarelo?

 

ps. Estamos a chegar ao fim de 2022, como foram as leituras desse lado? Para mim, além das leituras foi o ano em que renovei este espaço e dediquei-o somente à leitura, que é algo que muito me deixa feliz. Tenho tentado partilhar o máximo das minhas leituras por aqui, o mais diversificado possível, para tentar contagiar mais alguém com o bichinho da leitura. Aprendi tanto e vivi tanto mais com as leituras, que só desejo o mesmo a toda a gente. Que possam viver bem mais vidas que a sua através da leitura, já que tempo, dinheiro e outras circunstâncias, nem sempre nos permitem. Mas, estamos só a um livro de distância de poder chegar perto de algo mais e, é isso que tenho tentado fazer por aqui. Se serviu a pelo menos uma pessoa, já valeu a pena. Eu cá não me canso de falar de leituras. =D Boas entradas em 2023 a todos 

21
Dez22

Letters from Father Christmas

por J.R.R.Tolkien

Quem pensa que Tolkien é só Senhor dos Anéis (eu), desengane-se. No ano passado, graças a um desafio de leitura (clube da Rita da Nova), tive oportunidade de descobrir este pequeno, como leitura de Natal. Li exatamente nos dias 24 e 25 de dezembro. É uma coletânea de cartas que Tolkien escreveu aos seus filhos, representando o Father Christmas e, é delicioso ver a escrita e a imaginação de quem nos deu o universo de O Senhor dos Anéis, ser aqui utilizado como criador de magia para as suas crianças. 

É um livro curto e, como já disse, num estilo diferente, pois não se trata de uma história (um conjunto de, pode considerar-se), que deixa quentinho no coração e é ótimo para ler durante esta época. 

Além disso, não é uma ótima ideia para manter a magia para os mais pequenos? Para aqueles que gostem de escrever, é sem dúvida uma coisa fofinha a experimentar com os petizes.

 

ps. Boas festas a todos  

12
Out22

Filhas de Uma Nova Era

por Carmen Korn

Uma feliz descoberta pelo bookstagram. Li este livro durante as férias e, foi muito interessante viajar até ao período pós primeira guerra mundial e pré segunda guerra mundial, através dos olhos de um grupo distinto de mulheres, que vivem em Hamburgo. 

Além do interessante contexto histórico, foi fácil relacionar-me com as lutas e caprichos de cada uma das personagens. O cliché é sempre perceber que 100 anos depois, tanto desta história ainda é atual. 

30
Set22

Mararía por Rafael Arozarena

Mararía foi uma sugestão de uma amiga espanhola, "I get by with a little help from my friends" já cantavam os Beattles. Aparentemente, faz parte do programa de ensino espanhol, o livro, não a música dos Beattles. 

E não gostei nada. Mararía é tudo aquilo que a visão das mulheres não deve ser. Um pouco como o filme Malèna, com Monica Belluci, conta a história de uma mulher, que devido à sua beleza, é vista como uma criatura mística, com que todos fantasiam e acabam por dar vida ao que assumem e não ao que é. 

Comecei por dizer que não gostei nada e, nada tem a ver com a escrita ou o desenrolar da história. Este é um livro para ser lido e analisado. Quem é afinal Mararía? Nunca chegamos a saber, porque tudo o que o autor nos dá é a visão de quem a conhece. Quantas vezes na vida fazemos isto? 

Os livros podem também servir para nos tirar da zona de conforto, para nos incomodar. 

20
Set22

Utopia for Realists: How We Can Build the Ideal World por Rutger Bregman

Este foi uma sugestão que encontrei, por acaso, no facebook. Rutger Bregman é um jornalista holandês (ainda se diz holandês? Dos Países Baixos?) que nos traz uma perspetiva interessante sobre salários, horários de trabalho, entre outros temas, apresentando vários exemplos do passado. Trabalhar muitas horas, ser penalizado por escolhas e erros, ou o Estado servir como apoio para incentivar o crescimento pessoal? Recentemente o instagram da @coconafralda encheu-se com testemunhos de pessoas pressionadas a trabalhar horas extra, a não tirar férias, a viver para o trabalho. Será que este é o caminho mais produtivo? Porque no fundo, a produtividade não é o que nos beneficia a todos, entidade patronal e individuo?

14
Set22

O Pântano da Meia-Noite por Nora Roberts

Faz-me sempre muita confusão quando alguém diz que não gosta de uma categoria. Não gosto de pizza. Mas há tantas, é o conceito? Não gostam de pão com coisas em cima? Uma coisa é não gostar de ananás, presunto, natas, alguns dos ingredientes, agora o conceito em si? Não há uma pizza que gostem? Não gosto de cinema. Mas quê, sentar e ficar calado a ouvir e ver uma história? É que há filmes de terror, romance, drama, documentários, musicais, misturados. E o mesmo para ler. Por isso, quem não gosta de ler, é o silêncio da leitura que os incomoda, o estar parado, ou simplesmente ainda não encontraram a história, a escrita que vos cativa?

Hoje decidi voltar atrás e repescar os livros que me cativaram na adolescência, muito por influência familiar. Entretanto, mudei um pouco os meus gostos, mas o prazer de ler, até à data manteve-se. 

16
Ago22

Os Versículos Satânicos por Salman Rushdie

Este é o primeiro livro que aqui trago que ainda não li. Infelizmente, o modo como cheguei até ele, fez-me querer trazê-lo mais cedo. 

A verdade é que desconhecia Salman Rushdie, não fosse a tragédia que sucedeu recentemente. Como já se calculava, a tragédia fez disparar a curiosidade com o livro, que voltou aos tops de venda anos depois da sua primeira edição. 

Os Versículos Satânicos são uma obra de ficção, descrita como uma luta entre o Bem e o Mal. Que alguém seja esfaqueado por algo que escreveu, que uma Nação defenda o ato, embora negue qualquer ligação, são motivos para nos fazerem a todos pensar. 

Leiam-se este e outros livros e que se aprenda a usar as palavras, ao invés de ações que destroem a vida de todos os envolvidos. 

13
Ago22

Canção Doce por Leila Slimani

É verão, mas nem todas as leituras são doces. 

Tinha uma certa expetativa para este livro, visto que me foi duplamente sugerido. Assim, me caiu no colo este Canção Doce. No início da leitura, senti que poderia realmente estar perante algo interessante. A escrita e a permissa eram promissores. 

No entanto, no decorrer da leitura comecei a ter um certo amargo. Todos os personagens me pareceram descritos de forma amargurada, como se todos fossem de certa forma vilões nas quais nenhuma ação tem algo de positivo. Aqui há tempos, falei doutra situação onde as personagens também me parecem ser sempre maioritariamente escuras, amarguradas (A Vida Mentirosa dos Adultos), no entanto, a escrita e a história oferecem algo em troca e, esse cenário mais negro que parece estar presente faz-me mais sentido.

Canção Doce foi provavelmente uma das grandes desilusões literárias que li. A história não parece concluir nada e a amargura presente parece ser gratuita. 

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