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Histórias de Livros

"Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro." Carlos Ruiz Zafón

"Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro." Carlos Ruiz Zafón

Histórias de Livros

26
Mai22

A Vida Mentirosa dos Adultos por Elena Ferrante

A escritora que nos leva a viajar até Nápoles. 

Este foi um dos casos em que a adaptação chegou primeiro do que a leitura. Fiquei a conhecer Elena Ferrante através da série A Amiga Genial. Por estar a acompanhar a série, tenho uma certa dificuldade em atirar-me para já aos livros, por isso, quando saiu este A Vida Mentirosa dos Adultos, vi uma excelente oportunidade para entrar no mundo da escritora. 

Gostei muito da sua escrita e, não tive dúvida de que algo que me envolveu. No entanto, sinto uma certa elevada amargura, que me incomoda. Noto isso também na série. Por norma, gosto dum certo equilíbrio entre drama/comédia. Mas o incómodo é sinónimo de mau? Creio que não, talvez seja até o oposto.

Não foi um dos livros que mais me marcou, mas abriu caminho e tenho muita curiosidade para ler A Amiga Genial, acho a série muitíssimo interessante. 

20
Mai22

Quanto vale um livro?

Do ponto de vista artístico e emocional, pode-se dizer que um livro não terá valor. É algo etéreo, que se aprecia a um nível que materialmente não se compra. 

No entanto, vivemos num mundo em que a moeda de troca é dinheiro e os livros têm um valor monetário. Tendo estado recentemente a viver entre dois países, foi impossível não notar que em Portugal os livros, sejam físicos ou até mesmo ebooks, são mais caros que em muitos outros países. 

É óbvio que para os livros nos chegarem, existe todo um grupo de pessoas por detrás que têm e devem ser remuneradas. No entanto, ainda aqui há tempos, falavam-se dos números desanimadores da leitura em Portugal. Assim sendo, não seria caso para nos preocuparmos e tentarmos evitar também aqui subidas de preços? Muito pelo contrário, tentar tornar os livros mais acessíveis?

Como cheguei a falar anteriormente, o preço dum livro não deverá ser motivo para que alguém não leia, já que existem promoções e bibliotecas. Contudo, tenho recentemente pensado no que levará a esta diferença. 

Porque são os livros mais caros em Portugal? (talvez inocência minha em perguntar)

De acordo com esta notícia da Rádio Renascença, o preço médio de um livro de não ficção ronda os 16,29€, já os de ficção rondam os 15,24€. Segundo a mesma notícia, a compra de livros em Portugal tem vindo a crescer, o que é ótimo, mas e se os preços fossem mais baixos? 

Que opções temos para rentabilizar a nossa aquisição de livros?

  • Bibliotecas (públicas e pessoais), sempre uma excelente forma de ler sem ter de gastar 1 cêntimo;
  • Livros em inglês  - sim, normalmente são mais baratos que em português, por isso, pode ser um bom incentivo para aprender a língua ou então aperfeiçoá-la;
  • E-books - sempre ficam mais em conta, embora muitos acabem por ter preços semelhantes às versões físicas (no que se baseiam para estes casos, tendo em conta que se salta a impressão?)
  • Aproveitar todas as promoções que surjam, cartões clientes;
  • Encomendar fora de Portugal, poderá também ser uma opção mais rentável para quem quiser encomendar mais do que 1 livro, visto que provavelmente acrescerão portes;
  • Livros em segunda mão - porque não? Vi recentemente que um conjunto de livrarias em Portugal se juntaram para criar uma loja online, onde é possível encontrar algumas pechinchas e apoiar comércio local; 

Que outras opções existem para o livrólico comum? Ideias aceitam-se. =) 

15
Mai22

The Complete Maus por Art Spiegelman

Li porque um amigo leu e ao pesquisar sobre o livro, percebi que havia algo de fundamental nele. 

Não sou muito de livros de banda desenhada, mesmo em pequena, nunca lhes peguei muito, ao contrário do meu pai, que gostava de coleccioná-los. Este The Complete Maus contudo, facilmente me convenceu. É óbvio que é impossível ficar indiferente, simplesmente pelo tema. No entanto, Art Spiegelman conseguiu contar esta história de forma especial, não só pela forma como o fez, mas pelo cunho familiar que lhe deu.

Spiegelman podia ter escolhido contar apenas a História, o drama e as dificuldades de uma família durante o Holocausto, mas escolheu manter os momentos em que anos mais tarde o pai lhe está a contar a ele o que aconteceu, mantendo detalhes deliciosamente comuns, como um idoso que se esquece ou simplesmente opta por não tomar a medicação. O autor, dá-nos assim não só a conhecer mais uma parte dum episódio negro da nossa História, como nos aproxima dos seus personagens. 

O Wall Street Journal disse que era a narrativa mais afetuosa e de sucesso alguma fez feita sobre o Holocausto. Tragédias acontecem, muitos não sobrevivem, mas para os que continuam, a vida segue misturada com alguma normalidade comum a todos nós. 

05
Mai22

A Cor do Hibisco por Chimamanda Ngozi Adichie

Aqui há uns tempos muitos recomendavam a autora Chimamanda Ngozi Adichie, mais precisamente o Americanah. Creio que até estava numa das listas de livros favoritos do Barack Obama. Para contrariar, ou simplesmente porque este A Cor do Hibisco me atraiu mais, resolvi começar por aqui.

Há algo de envolvente nesta escrita, mas por outro lado senti que me faltava algo ao terminá-lo. No entanto, foi outro livro que me levou a viajar, desta vez, até à Nigéria. Ando há algum tempo para ir ao Americanah, a ver se acontece brevemente. 

Ps. fator absolutamente superficial, aprecio bastante esta capa da edição portuguesa

A Cor do Hibisco – Distopia Livraria

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